Antes de começar a acompanhar a prática desse décimo grau, o último de nosso curso, o mago deverá olhar para trás a se certificar de que domina cem por cento tudo o que foi ensinado até agora. Se isso não ocorrer, então ele deverá empenhar-se em fazer uma revisão de tudo aquilo que não assimilou direito a esforçar-se em desenvolver adequadamente cada uma das capacidades. A pressa e a precipitação no desenvolvimento são inúteis a revelam-se extremamente desvantajosas no trabalho posterior com a magia. Para evitar decepções o mago deverá usar o tempo que for necessário para trabalhar sistemática a conscienciosamente.
Deve saber que esse último grau já representa o final de seu desenvolvimento mágico no que se refere à primeira carta do tarô a para a qual ele precisa estar preparado se quiser prosseguir com trabalhos mágicos mais elevados, descritos nas minhas duas obras subseqüentes ("Die Praxis der Magischen Evokation" = A Prática da Evocação Mágica; a "Der Schlüssel zur Wahren Quabbalah" = A Chave para a Verdadeira Cabala). Caso surjam lacunas em seu trabalho, o mago jamais conseguirá dominar as forças superiores. Não é muito importante para ele assimilar esse curso em etapas alguns meses antes do previsto ou alguns meses depois, o principal é que ele não perca de vista a sua meta de ir sempre em frente até alcançar as mais iluminadas alturas do reconhecimento divino.
Numa visão retrospectiva o mago verá que já trilhou um longo caminho em sua evolução, o que é muito mais do que imaginou; mas ele precisa saber que esse é só o primeiro degrau de uma longa escalada. Quando ele tiver consciência de quanto conhecimento a experiência terá de acumular a absorver, adotará uma posição de humildade a reverência diante da fonte divina da sabedoria. Em seu coração ele não deverá abrigar ambição, egoísmo a convencimento, enfim, nenhuma característica negativa, pois quanto mais profundamente penetrar na oficina de Deus, tanto mais dedicado a receptivo se tornará, internamente.
A sua primeira tarefa no décimo grau será obter o conhecimento da esfera dos elementos. Com seu corpo mental ele deverá visitar as diversas esferas dos elementos, a se transportar ao reino dos gnomos ou espíritos da terra, depois aos espíritos da água ou das ninfas. Conhecerá o reino do ar, ou dos silfos, ou fadas, e finalmente o reino das salamandras, ou espíritos do fogo. Para um não-iniciado essas possibilidades soarão como fábulas, ou contos de fada, a vai considerá-las uma mera utopia. Para o verdadeiro iniciado não existem contos de fada ou lendas; elas devem ser basicamente entendidas como histórias simbólicas, que muitas vezes contêm verdades profundas.
O mesmo vale para os gnomos, ninfas, silfos a salamandras. Baseando-se em suas próprias observações o mago se convencerá da existência efetiva desses seres. Uma pessoa magicamente não instruída, cujos sentidos não foram desenvolvidos do ponto de vista espiritual, está só sintonizada nas vibrações do mundo material a não consegue imaginar a existência de outros seres, muito menos convencer-se disso. A maioria das pessoas está tão dominada pela matéria, por causa de seu modo de vida puramente materialista, a ponto de não entender a nem tomar consciência de algo superior a mais sutil, externo ao nosso mundo físico. Mas para um mago instruído naturalmente as coisas são diferentes, pois ele desenvolve seus sentidos conscientemente; assim consegue ver muito mais a tomar consciência das energias, planos a seres superiores, convencendo-se deles por si mesmo.
Na verdade esse é o objetivo do nosso curso, i.e., instruir a pessoa para que além do mundo físico ela possa também tomar consciência de esferas mais elevadas a dominá-las. No estudo anterior aprendemos que no mundo dos elementos, além do próprio elemento existem seres a ele correspondentes, que o habitam. A diferença entre uma pessoa a um ser do elemento consiste no fato da pessoa ser constituída de quatro, ou de cinco elementos, que a dominam, enquanto que o ser do elemento é composto somente do elemento puro que lhe corresponde. Pelo nosso conceito de tempo, esses seres possuem um tempo de vida bem mais longo que o nosso, mas não um espírito imortal. Geralmente um ser desses dissolve-se depois novamente em seu elemento. Deixaremos de lado as descrições dos detalhes pois o mago poderá conhecê-los sozinho em suas experiências práticas, o que será possível através da transposição de seu espírito.
O mago deverá transportar-se ao reino dos elementos a promover um contato com o ser que o habita. Mais tarde ele até conseguirá dominar esse ser. A citação e a chamada de um ser desse tipo a nosso planeta material de modo passivo a ativo serão descritas em detalhes no capítulo correspondente à magia da evocação, na minha obra subseqüente, intitulada "Die Praxis der Magischen Evokation" (A Prática da Evocação Mágica). Porém o mago deverá saber, sobretudo, que o reino dos elementos não é o nosso mundo material a que ele não conseguirá transportar-se para lá sem uma capacitação prévia. Um ser dos elementos só pode se comunicar com o seu semelhante, a isso deve ser levado em conta. Um pássaro só consegue comunicar-se com um pássaro, a assim também um ser dos elementos não se entenderá com um ser humano, mas só com um ser do mesmo elemento que o seu.
Caso um ser dos elementos queira relacionar-se com um ser humano, ele terá de assumir a sua forma a as suas características, para se aproximar do homem como homem. O mago então entenderá o porquê dos exercícios de transformação por ele realizados nos graus anteriores; um gnomo jamais entenderá um homem, a vice-versa. Durante a operação o mago deverá transformar-se num gnomo, ou o gnomo num homem. Portanto, antes de penetrar no reino dos espíritos da terra, o mago deverá assumir a forma de um gnomo. Se ele não tiver idéia de como é a aparência de um gnomo, deverá tentar ver a sua forma através da clarividência, no estado de transe ou através do espelho mágico. Ele saberá que os gnomos são homens bem pequenos, semelhantes aos duendes das histórias infantis. Geralmente eles têm longas barbas a capuzes, cabelos compridos, olhos cintilantes, e usam uma pequena túnica.
Desse modo, ou semelhante a isso, é que o gnomo será visto pelo mago no espelho mágico. Ele poderá ver também que todos os espíritos da terra carregam uma pequena lâmpada, de luminosidade variável, usada para guiá-los no reino subterrâneo. Depois de se convencer da forma do gnomo através da visão no espelho mágico, o mago só precisará assumi-la em seu espírito, portanto no plano mental. Além disso ele terá de identificar-se com o elemento terra, i.e., carregar toda essa conformação com o elemento terra, sem qualquer represamento. O mago não precisará imaginar mais nada além de que está mergulhando no reino subterrâneo, portanto, para dentro da terra. Isso lhe proporcionará uma sensação de escuridão ao redor. Através da imaginação ele deverá visualizar uma lâmpada com uma luz maravilhosa, que romperá toda a escuridão.
Em suas tentativas iniciais nem perceberá muita coisa, mas depois de repetir as experiências algumas vezes, ele se acostumará de tal forma à escuridão que tomará consciência de seres com o seu próprio formato, principalmente quando a vontade de entrar em contato com eles é muito grande. Depois de várias tentativas ele observará que os seres se tornarão cada vez mais nítidos, a nos diversos trabalhos no reino da terra, chegará a vê-los completamente. No reino dos espíritos da terra o mago nunca deverá abordar diretamente nenhum deles; deverá evitar ser o primeiro a fazer alguma pergunta, enquanto não for abordado por um dos seres. Poderá ocorrer que ele seja induzido a fazer algum comentário, em função do trabalho mútuo dos gnomos, mas não deverá se deixar conduzir a isso. Os espíritos da terra poderiam assim assumir o poder sobre o mago, que correria um grande risco, porque na verdade deveria acontecer o contrário, i.e., o mago é que deveria deter o poder sobre eles.
No caso de um acidente desse tipo poderia acontecer que os gnomos, com suas mais diversas artimanhas mágicas, prendessem o mago de tal forma através do elemento a ponto de transformá-lo num espírito da terra como eles, sem a possibilidade de voltar ao seu corpo original. Depois de um certo tempo o cordão mental entre o corpo astral a material se romperia, acarretando a morte física. Um exame clínico constataria somente um ataque cardíaco. Porém o mago que tem o cuidado de se controlar através da instrução mágica e observa essa lei, não precisará ter medo. Ao contrário, assim que os gnomos começarem a falar, verão no mago um ser que lhes é superior a se tornarão seus melhores amigos.
Essa lei de não falar primeiro só vale para as primeiras visitas, a mais tarde, assim que os gnomos se convencerem de que o mago os supera em termos de inteligência a de força de vontade, eles não só serão seus amigos, mas passarão a servi-lo obedientemente. Os espíritos da terra são os mais próximos ao homem a gostam de servi-lo, principalmente quando reconhecem a sua superioridade. As visitas ao reino dos gnomos devem ser feitas o mais freqüentemente possível até que esse reino não ofereça mais nada de novo ao mago. Ele poderá aprender muitas coisas com os gnomos, a nenhum livro poderia contar-lhe tantos segredos sobre o reino da terra quanto as suas próprias vivências no mundo desses seres. Por exemplo, através dos gnomos o mago poderá tomar conhecimento do poder a do efeito de diversas ervas, conseguir o poder mágico sobre determinadas pedras, obter informações sobre tesouros escondidos, a muitas outras coisas. Será testemunha ocular de tudo o que existe debaixo da terra, como por exemplo, fontes subterrâneas, jazidas de minério, de carvão, etc.
Além disso ele poderá observar as diversas práticas mágicas dos gnomos, realizadas através do elemento terra. Com o tempo o mago descobrirá que existem diversos grupos de graus diferentes de inteligência entre os espíritos da terra no reino dos gnomos. Poderá entrar em contato com gnomos que são mestres no conhecimento da Alquimia. Quando finalmente o mago sentir-se em casa no reino desses seres, a tiver acumulado todas as experiências que os gnomos poderiam lhe proporcionar, ele passará a explorar o reino seguinte, o do espírito das águas. Do mesmo modo o mago deverá sintonizar-se com um espírito da água no espelho mágico a assumir o seu formato. Ele poderá constatar que os espíritos da água são parecidos com o homem a não aparentam nenhuma diferença quanto à forma ou ao tamanho.
Geralmente os espíritos da água, chamados de ninfas, têm a forma de belas mulheres, apesar de existirem também espíritos da água masculinos. Por isso não é estritamente necessário, durante uma visita ao reino das águas, que se assuma a forma de uma mulher, e o mago só fará isso se tiver prazer em transformar-se imaginativamente numa ninfa. Uma vantagem disso é que ele não será perturbado pelas ninfas, pois além de serem muito belas, elas são muito insinuantes a sedutoras eroticamente. Assim que o mago estiver espiritualmente preparado, preenchendo-se com o elemento água, i.e., impregnando o seu espírito com água, ele deverá se transpor a algum grande lago ou à beira-mar, o que preferir, a entrar espiritualmente no fundo da água.
Aqui ele também não encontrará os espíritos da água logo ao chegar, mas através de repetidas tentativas a com um desejo forte de entrar em contato com os espíritos aquáticos ele acabará conseguindo atraí-los. No começo só encontrará formas de mulheres, que se movimentam na água com tanta liberdade quanto as pessoas. Será raro ele encontrar uma ninfa antipática, pois aqui também predomina uma determinada categoria de inteligência, a apesar de todas as donzelas aquáticas serem belíssimas, ele encontrará também algumas muito inteligentes, as assim chamadas líderes reais, providas de beleza a inteligência especiais. O mago poderá notar que esses seres não só exibem seus dotes habituais, mas também executam os mais diversos trabalhos. Seria inútil descrever tudo isso em mais detalhes, pois o próprio mago poderá convencer-se pessoalmente disso.
Nesse caso também vale a regra de jamais abordar um ser em primeiro lugar; o mago deverá sempre esperar até que falem com ele ou perguntem algo. Ele poderá ficar conhecendo tantas coisas sobre o elemento água, através das líderes inteligentes com as quais entrará em contato, que poderá até escrever livros sobre o assunto. Além de ficar sabendo tudo sobre a vida dos peixes, das diferentes plantas aquáticas, pedras submarinas, etc., elas também falarão ao mago sobre as mais diversas práticas mágicas do elemento água. Mas ele deve ser advertido sobre a beleza desses seres, para não apaixonar-se a ponto de perder o chão sob os pés, pois tal amor poderia tornar-se um tormento para ele.
Com isso não queremos dizer que ele não possa ter prazer junto a essas donzelas aquáticas, mas que ele sempre deverá ter em mente que a lei é o amor, mas o amor submetido à vontade. Uma donzela dessas poderia prender o mago com sua beleza sedutora, sua amabilidade a seu arrebatador erotismo, de tal modo que ele até correria o perigo de submeter-se a ela, o que o levaria à morte física. Muitos magos já sucumbiram a um amor infeliz desse tipo. É por isso que ele deverá ser forte, pois justamente esse reino da esfera dos elementos é o mais atraente, a se ele não conseguir refrear sua paixão, ficará totalmente submisso aos espíritos da água.
Ao conseguir encontrar o reino dos espíritos da água e aprender com eles tudo o que se refere ao conhecimento mágico relativo ao elemento água, o mago deverá dirigir sua atenção ao reino seguinte, o dos espíritos do ar. Ao contrário do reino aquático, cujos habitantes, as donzelas da água ou ninfas, gostam muito do contato com as pessoas, os espíritos do ar são muito esquivos à relação com os humanos. Do mesmo modo que os espíritos da água eles têm formas maravilhosas, principalmente de natureza feminina, apesar de encontrarmos também alguns seres masculinos entre eles. Nesse caso o mago não precisará assumir diretamente uma forma condizente com os espíritos do ar, ele poderá impregnar a sua própria pessoa, o seu espírito, com o elemento ar, a se transpor imaginativamente à região do ar com o desejo de promover um contato com os seus espíritos.
Depois de várias repetições, durante as quais ele não deverá perder a paciência caso não consiga o seu intento logo no início, ele deverá estar constantemente empenhado em ver esses espíritos a qualquer preço, algo que com certeza conseguirá. No começo ele notará que os espíritos do ar o evitam, o que naturalmente não deverá desanimá-lo; verá seres maravilhosos, que possuem um maravilhoso corpo etérico, macio a flexível. Com seu espírito ele deverá imitar os espíritos do ar, movimentando-se de um lado a outro no espaço, flutuando no ar a deixando-se levar por ele; cedo ou tarde os espíritos o abordarão. Nesse caso também o mago deverá ser prudente a não falar primeiro com o espírito, masculino ou feminino. Poderia acontecer-lhe a mesma coisa que já descrevemos no caso do elemento anterior.
Ao conseguir, depois de várias tentativas, estabelecer o contato com os espíritos do ar, o mago poderá também conhecer tudo o que se refere ao elemento correspondente; descobrirá muitas práticas mágicas a segredos que uma pessoa normal nem poderia imaginar. Depois de conhecer bem o elemento ar a seus seres, a dominar todas as práticas mágicas a leis que lhe foram confiadas, o mago deverá passar a conhecer os espíritos do elemento fogo, e entrar em contato com eles. Sob certos aspectos esses seres são parecidos com o homem, mas demonstram algumas particularidades que um homem normal não possui; por isso é recomendável que o mago se certifique da forma de um espírito do fogo através da magia do espelho.
Ele observará que os espíritos do fogo possuem um rosto menor do que o das pessoas a um pescoço extremamente comprido a fino. Deverá então transpor o seu próprio espírito, imaginativamente, à forma de um espírito do fogo, carregando-o com o elemento puro do fogo, a depois entrar na esfera espiritual de uma cratera ou montanha de fogo, o habitat mais marcante desses seres. No elemento anterior, dos espíritos do ar, o mago pôde perceber que os seus espíritos estavam constantemente em movimento. Isso ocorre ainda em maior escala com os espíritos do fogo, que pulam o tempo todo, como as labaredas de uma fogueira.
O mago não deverá esquecer o preceito básico de jamais dirigir-lhes a palavra em primeiro lugar. Lá também existem grupos de inteligência variável, a quanto mais inteligente for um espírito do fogo, tanto mais bela a harmônica será a sua forma. Os espíritos mais elevados dentre os espíritos do fogo parecem-se mais ao homem, a naturalmente o mago tentará estabelecer um contato com esses seres mais inteligentes. Aprenderá muitas coisas relativas à magia prática, enfim, tudo o que se pode obter com o elemento fogo. Quando ele tiver conhecido bem os espíritos do fogo na cratera, ou seus respectivos líderes, conseguido estabelecer o contato com eles a aprendido tudo o que poderia aprender, ele poderá procurar aqueles espíritos do fogo que moram no ponto central mais profundo de nossa terra. Esses espíritos possuem conhecimentos bem mais profundos do que os dos espíritos das crateras.
Só quando o mago tiver adquirido todos os conhecimentos sobre o elemento fogo, ele poderá dizer que se tornou o senhor absoluto sobre todos os elementos. Durante as visitas a todos os seres dos elementos, o mago se convencerá de que cada ser desses, por mais inteligente que seja e por mais conhecimentos que possua, é constituído por um único elemento, enquanto que o homem encarna em si todos os quatro elementos, além de um quinto elemento, o do princípio de Deus. Então ele compreenderá porque a Bíblia diz que o homem é o mais completo dentre todos os seres a foi criado à imagem a semelhança de Deus. Por isso também é que se justifica a grande ânsia por imortalidade dos seres dos elementos e a inveja que sentem dos homens por esse privilégio. Todo ser dos elementos obviamente almeja alcançar a imortalidade e o mago tem a possibilidade de oferecer isso a ele. Não seria possível para mim aqui descrever em detalhes como isso pode ocorrer, mas qualquer mago terá uma intuição tão boa que poderá descobri-lo por si mesmo.
Através de suas próprias experiências o mago perceberá o quanto ele poderá aprender dos seres dos elementos. É lógico que essas experiências então se transferirão à memória, portanto ao corpo material, e o mago poderá aproveitar essas experiências transferidas à prática, também no plano material. Aos olhos de um não-iniciado as coisas que o mago consegue realizar com a magia natural parecerão verdadeiros milagres. Depois de mais esse progresso do mago, i.e., conhecer os quatro reinos dos elementos, dominá-los na prática a através deles passar por ricas experiências, ele poderá conectar tudo isso com o aprendizado consciente junto a um mestre espiritual, um guru, ou espírito protetor.
Como já mencionamos no item sobre o relacionamento passivo com o além, toda pessoa possui em seu caminho um espírito protetor que lhe foi destinado pela Providência Divina, a que estimula a supervisiona o desenvolvimento espiritual da pessoa. No relacionamento passivo o mago entrou em contato pela primeira vez com esse espírito protetor, a através de sua clarividência conseguiu vê-lo no espelho mágico ou em estado de transe, quando almejou muito esse contato. Mas agora ele já chegou ao ponto de conseguir entrar em contato visual com o espírito protetor no plano mental.
A prática da ligação visível com o espírito protetor só exige uma coisa, que é elevar-se às alturas em espírito, verticalmente, como que apanhado por um redemoinho. Podemos eventualmente também imaginar o processo inverso, i.e., não sermos elevados às alturas, mas ficarmos leves como o ar a sermos empurrados pela Terra. Isso fica a critério do tipo de concentração de cada um. Depois de algumas tentativas o próprio mago descobrirá os métodos que prefere. Assim que elevar-se espiritualmente, o mago deverá subir mais e mais, até a Terra parecer-lhe só como uma pequena estrela, a ele, flutuando no Universo, totalmente distante do globo terrestre, deverá concentrar-se no desejo de ser atraído para o seu guia ou de que este lhe apareça.
Depois de algumas tentativas o mago se defrontará visualmente com o seu guia, ou anjo da guarda, como também é chamado. Esse primeiro encontro é uma experiência especialmente forte, pois dali em diante ele terá a possibilidade de relacionar-se boca a boca, ouvido a ouvido com seu guia espiritual, e sobretudo não esquecerá de lhe perguntar quando, como, e sob quais condições poderá entrar em contato com ele quando assim o desejar. O aluno deverá então obedecer à risca as indicações do guia. O guru assumirá dali em diante a instrução subseqüente do mago. Depois que a ligação com o guru se concretizou, o mago penetrará na última etapa de sua evolução mental, a como o mundo material denso não tem mais nada a lhe dizer, ele procurará explorar outras esferas.
Isso ele conseguirá fazer do mesmo modo anterior, elevando-se verticalmente da Terra a concentrando-se na esfera que pretende explorar; de acordo com a sua vontade, essa esfera o atrairá para si. Como no seu espírito não existem os conceitos de tempo e espaço, ele poderá explorar cada esfera de imediato, sozinho ou acompanhado de seu guia. Segundo a árvore cabalística da vida, ele alcançará primeiro a esfera da lua, depois, na seqüência, a de Mercúrio, de Vênus, do Sol, de Marte, de Júpiter, a finalmente de Saturno. Em todas as esferas ele encontrará os seres correspondentes e conhecerá na prática as suas leis a mistérios. Assim que o mago tiver conseguido visitar a dominar todo o Universo, portanto o sistema planetário das esferas dos seres, a sua instrução mental estará terminada. Ele conseguiu evoluir até tornar-se um mago completo, um Irmão da Luz, um verdadeiro Iniciado, que já alcançou muita coisa, porém ainda não alcançou tudo.