Carregamento Mágico-Sexual

Existe mais um tipo de carregamento sobre o qual farei aqui só um breve comentário, mas por motivos éticos e morais evitarei descrever a sua prática em detalhes. O mago que costuma meditar logo aprenderá sozinho essa prática, mas por outro lado evitará trabalhar com ela, pois nesse meio tempo terá aprendido muitas outras possibilidades de carregamento. Só um mago com um senso de ética muito desenvolvido se atreveria a realizar essa prática, pois para o ser que é puro, tudo é puro. Nas mãos de uma pessoa amoral essas práticas poderiam provocar mais danos do que benefícios. No mínimo essas pessoas fariam um mau uso dessas fortes energias, como são as energias do amor, e provocariam muitos transtornos. Por isso darei só uma breve indicação sobre o princípio em que se baseia essa possibilidade de carregamento.

Em primeiro lugar serão necessários certos preparativos, sem os quais a operação não daria certo. Uma operação mágico-sexual realizada com um objetivo qualquer é um ato sagrado, uma prece, em que se copia o ato criativo do amor. Tudo o que existe no Universo foi criado a partir do ato do amor; é nessa lei universal que se baseia a magia sexual. Nesse caso devemos naturalmente trabalhar com uma parceira consciente, de preferência também instruída na magia. O homem, portanto o mago, representa o princípio ativo, criador, enquanto que a mulher — a maga — é o princípio passivo, gerador.

Essa maga (parceira) instruída no domínio dos fluidos elétrico e magnético deverá inverter a sua polaridade, de modo que a sua cabeça seja fluidificada magneticamente e os genitais eletricamente. No homem a situação é inversa, i.e., sua cabeça deverá ser polarizada magneticamente e os genitais eletricamente. Na ligação entre os dois surgirá uma energia muito forte, de dupla polarização, que produzirá um efeito muito intenso. Nesse ato de amor não se gera uma nova vida, mas sim o efeito desejado. Os duplos polos, superior e inferior, são ativados, i.e., entra em ação o magneto quadripolar, o JOD HE VAU HE, o mistério maior do amor, da criação.

Esse ato de criação, o mais elevado que existe no mundo, poderia facilmente cair para o amor carnal e, portanto, degradar-se. O seu maior simbolismo é apresentado na cena bíblica da expulsão de Adão e Eva do Paraíso. O mago que ousar aventurar-se na mais suprema dentre todas as práticas deve obrigatoriamente dominar as vibrações superiores e inferiores para transferi-las à pedra, portanto ao seu talismã, num eventual carregamento. Se desonrar esse ato sagrado através do prazer carnal, sofrerá as mesmas perdas que Adão e Eva, que não puderam mais usufruir dos frutos do Paraíso. O mago intuitivo entenderá facilmente a dimensão desse simbolismo e achará justo o meu silêncio sobre esse mistério tão profundo.