É uma missão maravilhosa e sagrada ajudar com as próprias forças a humanidade que sofre. No tratamento de doentes, o mago conseguirá realizar verdadeiros milagres, como os santos no passado e no presente. Nenhum curandeiro, hipnotizador ou médium de cura saberá liberar as energias dinâmicas de acordo com os princípios primordiais tão bem quanto o mago, porém com o pressuposto de que conhece perfeitamente a anatomia oculta do corpo em relação aos elementos e seus efeitos positivos e negativos, senão seria impossível para ele exercer uma influência sobre o foco da doença.
Através do princípio do Akasha e de sua visão clarividente, o mago reconhecerá imediatamente a causa da doença e começará a agir diretamente sobre a raiz da enfermidade. Se a causa estiver na esfera mental, então o mago deverá influenciar principalmente o espírito do paciente para que a harmonia se instale novamente. Como já dissemos, a esfera mental só poderá ser influenciada no plano mental, a esfera astral só no plano astral, e a material densa só no plano material denso. O mago deverá sempre lembrar-se disso.
A transmutação de um plano a outro só poderá ser feita por uma energia mais sutil, através da respectiva matriz ou da substância de ligação. É impossível que um pensamento produza uma força física, portanto, suspender um sofrimento do corpo. Mas um pensamento concentrado de fé e de convicção pode provocar fortes vibrações na esfera mental do paciente, que são depois conduzidas ao corpo astral através da matriz mental. Mas uma influência desse tipo não vai além da alma. Uma influência desse tipo estimula o paciente a se sintonizar espiritualmente com o processo de cura, produzindo as vibrações necessárias para ela, mas nada além disso.
Surge um alívio mental-astral, o paciente é estimulado internamente pela esfera mental que acelera o processo de cura, mas para o sofrimento material a influência não é suficiente. Isso vale sobretudo quando o paciente quase não tem mais forças internas, e os fluidos necessários para a cura material não se renovam mais. O resultado seria então muito deficiente e a cura só subjetiva. A essa categoria de métodos de cura incluem-se: a sugestão, a hipnose, a autossugestão, a oração, etc. O mago não deve subestimar esses métodos, mas também não deve confiar neles; deve usá-los somente como meios auxiliares de segunda classe.
Para o mago, esses processos não têm um valor tão grande quanto o que lhes é atribuído em inúmeros livros. Nesses casos, um autêntico magnetizador produz um efeito muito mais significativo; ele possui um conhecimento bem maior sobre o magnetismo vital, devido ao seu treinamento no ocultismo e o seu respectivo modo de vida. Através do seu excedente, tal magnetizador carrega sua energia vital no corpo astral e, mesmo contra a vontade do paciente, consegue produzir uma cura muito mais rápida. Isso porque o seu magnetismo possui uma energia mais forte, que fortalece a matriz astral do enfermo. Dessa forma, o magnetopata consegue também tratar de uma criança, que não tem capacidade de imaginar algo nem se ajudar com seu inconsciente.
Para o mago as coisas são diferentes, pois quando tem disponibilidade de tempo e se especializa na prática da cura, ele consegue tratar centenas de pacientes diariamente sem perder nem um pouco de sua vitalidade. Um mago usa as leis universais e, com sua influência, atinge diretamente o órgão físico doente, sem passar a energia primeiro pelo corpo astral com a sua matriz. Por causa disso, ele consegue agir no órgão doente com muito mais eficácia do que todos os outros profissionais de cura citados até agora. O processo de cura pode ocorrer tão depressa que a medicina formal vai até encará-lo como um milagre.
O mago deverá trabalhar com a vontade e a imaginação quando se tratar de uma fraqueza ou perturbação do espírito em que a harmonia deva ser restabelecida. Para isso, ele deverá ter consciência da atividade de seu espírito para que o seu corpo físico ou o astral não assumam a influência; só o seu espírito é que deverá agir. Se, por exemplo, o paciente estiver em agonia ou inconsciente, o mago conseguirá trazê-lo a si. Se as causas da doença estiverem no corpo astral, então o mago deverá trabalhar com energia vital represada, impregnada com o desejo da cura. Ele deverá conduzir o represamento diretamente do Universo ao corpo astral do paciente, sem deixar a energia vital passar primeiro pelo seu próprio corpo.
Se as causas do adoecimento forem de natureza física e se algum órgão do corpo foi atingido, então o mago deverá usar o fluido elétrico e magnético. Se o corpo do doente estiver tão fraco e tão pouco resistente a ponto de ele não conseguir assimilar o elemento necessário e, consequentemente, o fluido correspondente não puder ser produzido sozinho, não restará ao mago nada a fazer além de carregar ele mesmo o órgão doente com o fluido. A anatomia oculta da polarização deverá ser observada com exatidão; um órgão que funciona com o fluido magnético não pode ser carregado com o fluido elétrico, se não quisermos causar danos ao paciente.
Nos órgãos em que ambos os fluidos funcionam, eles deverão ser conduzidos em sequência. Se, por exemplo, o mago agir com o fluido na cabeça, então ele deverá carregar a parte frontal (a testa), o lado esquerdo e o interior (o cérebro) com o fluido elétrico, e o lado direito da cabeça e a parte de trás dela (o cerebelo) com o fluido magnético. Um mago excepcionalmente bem instruído na prática da cura não precisa fazer massagens ou imposições de mãos; ele age só com a sua imaginação instruída. Ele deve saber também conduzir o fluido magnético ou elétrico aos órgãos menores, como, por exemplo, o magnético à parte central do olho e o elétrico ao globo ocular.
Se o problema do paciente não se limitar a um só órgão, mas atingir o corpo todo, como por exemplo nos males nervosos, doenças do sangue, etc., então o fluido elétrico deverá ser conduzido a todo o lado direito do paciente e o magnético a todo o lado esquerdo. O processo de cura mágica mais eficaz consiste na influência exercida pelo mago no espírito, na alma e no corpo do doente, em sequência. Alguém poderá perguntar se um mago autêntico e muito evoluído consegue curar até a doença aparentemente mais incurável; a isso podemos responder que, caso não falte nenhum órgão no corpo, então o mago verdadeiro tem, de fato, a possibilidade de curar qualquer doença, mesmo a mais grave.
O mago fará a leitura do livro do Akasha para saber até onde ele poderá intervir, pois algumas doenças estão karmicamente comprometidas, i.e., através da doença o paciente precisa compensar alguma coisa desta ou de outra vida anterior. Mas se o mago for convocado a ser o meio para se alcançar um objetivo e aliviar a doença ou suprimi-la totalmente, o que um mago verdadeiro pode ver perfeitamente ao ler o Akasha, então, baseando-se nessas indicações e nas leis universais, ele poderá realizar verdadeiros milagres. Os grandes iniciados que já conseguiram realizar muitas curas milagrosas, inclusive ressuscitar mortos, fizeram tudo isso só levando em conta as leis universais, suas energias e fluidos.