Neste caso, não importa se se trata de uma autoinfluência ou da influência de outras pessoas, correspondentes aos quatro métodos em questão.
Fogo — através da queima. Ar — através do vapor. Água — através da mistura. Terra — através da decomposição.
Pudemos constatar centenas de variações e possibilidades de influências através dos elementos, sobre as quais eu poderia escrever um livro inteiro. Mas prefiro me limitar a um único exemplo de cada elemento. Com ele, o próprio mago poderá incrementar a sua prática e montar o seu próprio esquema de ação. Esses quatro métodos agem sobre a matriz astral mais sutil do mundo material e induzem os elementos desse plano a agirem em todos os lugares que o mago determinar, indiretamente. Caso se trate de uma influência sobre uma pessoa, então os elementos materiais atuarão, com suas analogias, sobre a substância de ligação entre o corpo astral e o material.
Um mago que domina totalmente os elementos em todos os planos não precisa de nenhum desses métodos; ele alcança a sua meta da mesma forma rápida e segura através da interferência direta. Mas, de vez em quando, até mesmo o mago mais iniciado usa as energias inferiores, porque tanto estas quanto as energias superiores lhe servem e obedecem. Por outro lado, os magos menos maduros gostam de usar essas práticas inferiores para realizar os seus desejos, pois essas energias obedecem cegamente à vontade do mago que sabe como dominá-las.
Mas, poderemos perguntar: para quê, afinal, servem essas energias inferiores e seus métodos? Responderei a essa pergunta com dois exemplos: suponhamos que um aluno principiante de magia peça ajuda a um irmão mais evoluído pois, com toda a força de sua vontade, ele não está conseguindo combater sozinho uma paixão, vício ou algo similar, ou então despenderia tempo demais para dominá-la e obter o equilíbrio. O irmão evoluído terá condições de agir sobre o elemento correspondente ao vício, através do método adequado, e enfraquecer essa forma negativa do elemento que está influenciando o aluno, para que ele o combata mais facilmente, ou então até consiga suprimir essa influência.
No segundo exemplo, vamos supor que o mago deva tratar, através dos elementos, uma doença crônica de longa duração. Algumas intervenções diretas não seriam suficientes para curar a doença, e uma repetição constante despenderia muito tempo. Em casos assim, o mago poderá usar essas energias como fatores auxiliares. Existem muitos casos desse tipo em que o mago pode utilizar-se dos elementos dessa categoria. Ele também poderá usar qualquer energia que conhecer; o importante é que os seus motivos e as suas intenções sejam nobres, pois ele parte do princípio de que tudo o que é feito com pureza permanece puro.
No trabalho com os quatro métodos, o mago terá três campos de ação: A ação imediata; A ação completa, que é temporalmente limitada; A ação a longo prazo, que transcorre com o tempo e finalmente acaba totalmente quando a operação não é renovada.
Em seguida, passaremos à descrição da prática.