Perturbações da concentração como bússola do equilíbrio mágico

A capacidade de concentração em relação aos elementos depende do equilíbrio mágico, e é também o melhor parâmetro para se saber qual o elemento do corpo astral que ainda deve ser dominado. Caso o elemento fogo, por exemplo, ainda consiga de alguma forma atingir o mago astralmente, então os exercícios visionários de imaginação plástica não serão muito convenientes para ele. Quanto ao elemento ar, ele terá mais dificuldades na imaginação auditiva; quanto ao elemento água, na concentração do tato; e, no elemento terra, no domínio da consciência.

Em último caso, a viagem mental, por exemplo — ou um estado de transe onde houver necessidade de uma transposição de consciência — poderá trazer mais dificuldades; e, então, nesses casos, deverão ser intensificados os exercícios de concentração que influenciam o elemento em questão. Finalmente, o mago deverá continuar com a prática dos exercícios de concentração e aprofundá-los. Um sinal do equilíbrio mágico é o sucesso por igual na realização de todas as concentrações — tanto as visuais, auditivas e sensoriais quanto as com a consciência. Nesse estágio, o mago deverá ser capaz de manter uma imaginação, sem nenhuma interferência, qualquer que seja o seu elemento correspondente, por no mínimo quinze minutos.

Portanto, para ele, nenhuma concentração deve ser melhor que a outra, e ele não deverá ter a preferência de uma em detrimento da outra. Se isso ocorrer, será um sinal evidente de que o equilíbrio dos elementos no corpo, na alma e no espírito ainda não foi implantado totalmente; então o aluno deverá tentar alcançá-lo através de um treinamento mais intenso. Se ele não o fizer, todas as deficiências que surgirão nos trabalhos espirituais subsequentes poderão atrapalhá-lo. Segue-se agora a instrução mágica da alma desse grau, que descreve o OD e o OB dos cabalistas, além dos fluidos elétrico e magnético e o seu domínio.