Apesar de poder escolher para esse método qualquer objeto — como, por exemplo, uma pequena estátua, uma boneca de criança, etc. — e usá-lo como forma para seu elementar, apresento-lhe aqui uma prática secreta e bastante útil. Compre argila branca e cera de abelha, e faça o seguinte: pegue 2/3 de argila e 1/3 de cera, sendo que as partes não devem ser consideradas pelo seu peso, mas pela sua substância; isto é, para um litro de massa devem ser usados dois terços de litro de argila e um terço de litro de cera, para se obter a proporção correta para a massa. Acrescente um pouco de água morna e mexa a argila até formar uma pasta grossa; depois coloque a cera ligeiramente amolecida ou derretida a quente. Amasse bem até que a argila fique bem ligada à cera. Não se deve colocar muita água na argila para que ela não fique muito mole e difícil de modelar. Se você não conseguir encontrar cera de abelha verdadeira, poderá usar outra substância análoga, como sebo, estearina, parafina, etc., que geralmente são usados para a fabricação de velas. Mas isso só em último caso, pois a cera de abelha é bem mais vantajosa.
Com a massa bem compacta, devemos modelar uma figura, portanto, aquela forma que o elementar deverá assumir. Se quisermos dar ao elementar a forma de uma pessoa, então a massa deverá ter essa forma. Enquanto o boneco ainda estiver quente e macio, produza um orifício perfurando-o com um objeto pontudo ou um prego, da cabeça em direção aos pés, isto é, mais ou menos ao longo da coluna vertebral. Esse orifício deverá ser preenchido com um condensador fluido e depois fechado, enquanto o boneco ainda não estiver seco, para que esse condensador, caso seja um líquido, não escorra para fora. Podemos também introduzir o condensador quando a figura já estiver seca e dura, e depois fechar a abertura com cera derretida ou com uma vela. O tratamento com condensadores mágicos será explicado num capítulo específico.
Se o mago tiver a intenção de criar o elementar só para seus próprios objetivos, então ele deverá fechar a abertura da figura só com um chumacinho de algodão impregnado com algumas gotas de sua própria substância orgânica, isto é, sua "matéria-prima". Este é o Alpha e Omega; portanto, algumas gotas do próprio sangue ou do próprio sêmen. Em nosso caso bastaria a utilização de um ou de outro, mas se as duas múmias de primeira classe puderem ser conjugadas, o efeito é melhor ainda. Tratando-se de uma maga, uma gotinha do próprio sangue exerce o mesmo efeito. O chumacinho de algodão impregnado desse modo deve ser primeiro introduzido no orifício da figura e depois só impregnado com o condensador líquido, antes de se fechar a abertura. De acordo com as leis da magia, uma figura desse tipo é a forma ideal para a criação de um elementar. O tamanho da figura não é importante, mas quanto maior ela for, mais facilmente conseguiremos trabalhar a imaginação. Um mágico competente consegue trabalhar perfeitamente com uma figura de cerca de dez centímetros de altura. Porém, se quisermos criar um elementar e sua respectiva figura para uma outra pessoa, então não devemos de modo algum acrescentar nossa própria matéria-prima ao condensador fluido, pois assim o mago correria o risco de sofrer algum tipo de dano. Em função da ligação mental, astral ou material, a pessoa em questão teria a possibilidade de influir no mago direta ou indiretamente, não só de forma benévola como também malévola. Por exemplo, se uma figura preparada com a múmia fosse colocada em água fria, o mago que a preparou sentiria calafrios, e vice-versa: se fosse colocada em água quente, ele sentiria febre. Há outras possibilidades de efeitos provocados pelo encantamento mágico que não descreverei aqui, para que o aluno não seja induzido a praticar o mal.
O boneco aqui descrito naturalmente só poderá ser carregado com um único elemento e produzir o elementar correspondente, como explicamos na apresentação desse método, mas pretendo descrever também em detalhes a prática do segundo método. Pegue a figura de cera com a mão esquerda e afague-a com a direita, como se você quisesse reavivá-la. Com sua própria respiração, bafeje-lhe o ar por algumas vezes, como se quisesse tirar a figura de seu estado inerte e despertá-la para a vida. Dê ao seu elementar o nome escolhido, pronunciando-o várias vezes sobre ela. Os magos de formação cristã até costumam batizar a figura, como se batizam os recém-nascidos, dando-lhe um nome durante essa cerimônia. Essa é uma escolha do próprio mago e não é algo necessariamente importante. De qualquer modo, o mago deve certificar-se de que o seu elementar possui um corpo completo com a forma dessa figura.
Depois de dar um nome ao boneco, preencha o seu próprio corpo com o elemento terra através da respiração pelo corpo inteiro, projete-o para fora pela sua mão ou pelo plexo solar e preencha com ele a figura, começando pelos pés e subindo até a região dos órgãos sexuais. Nesse preenchimento, o elemento terra deverá ser represado dinamicamente nessas partes do boneco. Você deverá se concentrar e enviar todas as características específicas do elemento terra — como o peso, etc. — a essas partes da figura e ter a firme convicção de que elas permanecerão ali e surtirão o seu efeito. Proceda da mesma maneira com o elemento água, que deve ser projetado à região do ventre do boneco, assim como o elemento ar, que deverá ser projetado à região torácica, e o elemento fogo, que deverá ser projetado à região da cabeça. Tendo projetado todos os quatro elementos na figura, com a ajuda da imaginação, você poderá ter a certeza de que criou o corpo astral de seu elementar e que este assumiu a forma do boneco, podendo sair dele e ficar do tamanho que você determinar. O corpo astral de seu elementar permanecerá ligado ao corpo material — isto é, ao boneco — através de um cordão invisível, e tanto a vida quanto a existência desse elementar ficarão vinculados ao corpo físico desse boneco; depois de realizado o trabalho a que foi destinado, o elementar deverá reassumir a forma do boneco e entrar nele, conectando-se novamente ao seu corpo físico. Até esse ponto, você poderá repetir a experiência várias vezes e reforçar o seu efeito através de uma meditação profunda.
Criando dessa forma o corpo astral de seu elementar, você deverá agora criar o seu corpo mental fazendo o seguinte: com ajuda da força da imaginação, crie o corpo mental do boneco, extraindo esse corpo mental do material etérico mais sutil e fazendo com que ele assuma a forma da figura inteira. Concentre na cabeça do boneco todas as propriedades da alma e do espírito que você deseja para ele, aprofundando-as através da meditação. Não pense em qualidades excepcionais; assim você poderá introduzir nele as quatro características específicas do espírito — a vontade, o intelecto, a sensação (percepção) e a consciência — e também aprofundá-los através da meditação. Depois de certificar-se de que a sua figura está suficientemente carregada e será plenamente eficaz na realização de seus desejos ou das suas intenções, passaremos à descrição da técnica do despertar da vida em seu elementar.
Extraia do Universo uma grande quantidade de luz, represando-a em sua mão a ponto de ela brilhar como o sol. Pegue a figura com a sua mão esquerda, estendendo a mão direita incandescente sobre ela, a alguns centímetros de distância. Expire o ar quente de seu hálito sobre a região do umbigo da figura e pronuncie em voz alta o nome dela. Imagine que, a cada hálito, a luz de sua mão direita vai se tornando mais fraca, pois ela vai penetrando no boneco. Já no primeiro hálito você deve imaginar que o coração da figura começa a bater e seu sangue começa a circular. Essa imaginação deve ser tão forte a ponto de você sentir a vida no boneco com tanta nitidez que chega até a ser uma percepção física. No sétimo hálito, a luz de sua mão direita estará totalmente apagada e terá penetrado totalmente no boneco; então a forma astral da figura já estará viva e pulsante. No oitavo hálito, você deverá imaginar que o corpo físico de sua figura absorve o ar e começa a respirar regularmente. No nono hálito, diga o nome dele e, ao mesmo tempo, fale em voz alta: "Viva! Viva! Viva!" O último "viva" deve ser pronunciado entusiasticamente e com muita convicção, acompanhado da crença inabalável de que o elementar desejado foi efetivamente trazido à vida. Devemos ter a certeza de que, segundo as leis análogas da natureza, foi trazido ao mundo um ser completo.
Depois desse procedimento, podemos seguir adiante ou então envolver a figura num retalho de seda pura e guardá-la para uma utilização posterior. Todo mundo sabe que a seda é a melhor substância para o isolamento mágico. A figura deve ser guardada num local adequado, fora do alcance de outras pessoas. Qualquer trabalho posterior ficará a cargo da imaginação. Caso você queira prosseguir, então coloque a figura à sua frente e imagine que o corpo astral, junto com o corpo mental do boneco, se desligam dele. Você deve imaginar o seu elementar como um homenzinho completo, como se fosse um homem normal observado através de uma lente de diminuição. Também fica a seu critério determinar se ele deve ser do sexo masculino ou feminino, conforme a tarefa que lhe será atribuída. O mesmo ocorre com a vestimenta, que será de sua livre escolha.
Conforme a tarefa que ele terá que cumprir, você poderá conectá-lo através da imaginação a um ritual predeterminado e fazer com que ele cresça rapidamente até o tamanho que você desejar. Instrua o seu elementar desde o início, dizendo-lhe que deverá assumir o tamanho correspondente ao seu desejo. Assim você terá a possibilidade de encolhê-lo até que ele fique do tamanho de um anãozinho, ou então deixá-lo crescer até que se torne um gigante. Ficará totalmente a seu critério também dar-lhe uma forma bela ou um pouco mais feia, o que dependerá do objetivo a que você o destinou. Como todo o corpo astral e mental independem do tempo e do espaço e não se deixam segurar pela matéria, você deverá impregnar imaginativamente o seu elementar com essa característica desde o início.
Será conveniente que o mago conecte os processos importantes de trabalho com o elementar a um ritual próprio, criado por ele mesmo; porque, depois de muito tempo de trabalho, esse processo desejado torna-se tão mecânico que ele não precisará mais usar a sua força de vontade nem a sua imaginação, pois o próprio ritual desencadeará a força e o efeito necessários. Depois de muito tempo de trabalho com o elementar, este poderá se adensar tanto, a pedido do mago ou até involuntariamente, a ponto de tornar-se visível aos olhos físicos e não instruídos das outras pessoas. Mas é melhor sempre deixar os elementares agirem invisivelmente; essa condição deve ser combinada previamente também com o elementar através da imaginação. No início, pode-se atribuir ao elementar tarefas mentais, depois astrais e, passado algum tempo de uso, até tarefas materiais, dependendo do objetivo para o qual o mago o criou. Esse objetivo, ou tarefa, deve ser passado ao elementar já por ocasião da sua criação, pois mais tarde torna-se mais difícil impregná-lo com outras características. Por isso devemos, antes mesmo da criação desse elementar, fazer um planejamento por escrito, onde serão anotados minuciosamente todos os detalhes.
Nunca deixe o elementar dominá-lo, mesmo quando ele se torna tão forte a ponto de conseguir desencadear efeitos mentais, astrais e até mesmo físicos. Depois de completado o trabalho, devemos sempre mandá-lo de volta ao seu corpo — em nosso caso, a figura de cera — através do ritual correspondente, e nunca permitir que o elementar exerça a sua própria vontade em qualquer empreendimento. Devemos sempre manter a consciência de nosso poder mágico e nossa autoridade, e ter sempre a certeza de que na figura física do elementar, no seu corpo de cera, nós temos em mãos a sua vida e a sua morte. Uma destruição da figura de cera ou um vazamento do condensador fluido teria como consequência a morte ou a decomposição do elementar.
Ao enrolá-lo na seda, podemos ter certeza de que o seu corpo astral não poderá sair nem entrar de seu corpo material, pois a seda estabelece um isolamento. É muito importante saber disso e lembrar-se também do fato. Quando o elementar se separa do corpo para ser enviado a algum lugar ou cumprir uma tarefa, ele deve estar livre, isto é, sem nenhum invólucro. Se por acaso embrulhamos o elementar na seda enquanto seu corpo astral ainda está fora, ele poderá morrer — ou eventualmente ser dissolvido — como o mago, que com o seu corpo astral fora de seu corpo físico, torna-se vulnerável e passível de ser tocado e assim morrer. Isso ocorre porque com o toque rompe-se o fio de ligação entre o seu corpo astral e seu corpo material. Portanto, podemos ver que o elementar gerado deve ser tratado da mesma forma que um ser humano comum.
Se quisermos dissolver o elementar, não devemos fazê-lo subitamente, pois a força liberada provém do próprio mago; um revés súbito poderia prejudicá-lo também, na medida em que o seu elementar tem a capacidade de provocar fortes efeitos físicos que nem o mago conseguiria dominar. Nesse caso, a dissolução deve ser feita de forma gradual. Devemos ter o cuidado de não permitir que o elementar cresça demais a ponto de suplantar as forças físicas, astrais e mentais do próprio mago. Recomendo dois métodos para a dissolução do elementar. De qualquer modo, a dissolução não pode ocorrer repentinamente — como, por exemplo, queimar a figura de uma vez só sem descarregá-la antes, etc. Devemos nos lembrar de que nesse elementar, gerado da forma descrita, existe uma porção de nós mesmos — a projeção de uma parte de nosso eu — e que uma destruição rápida teria como consequência um forte revés mágico. Caso o mago não esteja suficientemente protegido ou não saiba se defender adequadamente de forma mágica contra esses revezes, ele poderá sofrer problemas sérios de saúde em seu corpo, como, por exemplo, doenças do coração, colapsos nervosos, paralisias de diversos tipos, perturbações mentais, etc. É por isso que na magia o cuidado e a atenção são essenciais, e devemos seguir rigorosamente as prescrições e regras apresentadas. Assim não correremos o risco de prejudicar nossa saúde. Só uma pessoa irresponsável, que não conhece as leis e não as observa, é que poderá provocar danos em si mesmo ou nas outras pessoas. Por seu lado, alguém que tenha um caráter nobre só praticará o bem e realizará grandes coisas em prol da humanidade através da magia, pois jamais irá de encontro às leis da natureza e do espírito.
O processo de destruição de um elementar é o mesmo que ocorre com o ser humano, se não tiver sido escolhido previamente um processo específico já no ato da sua criação. Pegue a figura e imagine o processo usual de respiração do corpo astral. Sinta o coração batendo e o sangue pulsando. Carregue a sua mão direita com o Akasha, imaginando-o na sua cor violeta-escuro. Projete esse Akasha no coração de sua figura de forma súbita, como se fosse um raio. Assim você matou o seu elementar. O coração para, a respiração se interrompe. Extraia o corpo mental da figura, pois através da projeção do Akasha rompe-se a ligação entre o corpo mental e astral da figura. Depois de imaginar o corpo mental fora da figura, dissolva-o também através da imaginação, como se ele fosse um vapor que se dissolvesse na luz universal. Então proceda à destruição do corpo astral do boneco, deixando fluir um elemento após o outro, imaginativamente, no Elemento Universal. Devemos começar com o elemento fogo da cabeça da figura, depois o elemento ar de sua região torácica, o elemento água de sua região ventral e, finalmente, o elemento terra de seus pés. Abra então o orifício do boneco de um modo qualquer — se for o caso, inclusive arrancando-lhe a cabeça — absorvendo depois o condensador fluido com um pedacinho de papel absorvente, que será posteriormente queimado. O material do boneco poderá até ser reutilizado, mas será melhor destruí-lo queimando-o ou enterrando-o num local isolado. Esse é o procedimento normal de destruição.
A seguir descreverei outro método, empregado no caso em que o elementar foi tão adensado a ponto de realizar tarefas físicas e exercer efeitos com tanta força a ponto de se voltar contra o mago e suplantá-lo. Para se proteger contra o revés ou contra a astúcia do elementar, devemos seguir à risca as seguintes prescrições: prepare um banho com água bem quente, o mais quente que você puder suportar. Entre na banheira e sente-se. Na mão esquerda, segure a figura envolta em seda. A mão direita deverá estar carregada com Akasha. Sacuda o envoltório de seda do boneco com a mesma mão esquerda e, no momento em que a figura estiver nua sobre a água, dirija-lhe o raio destruidor de Akasha atingindo o seu coração. No mesmo instante, mergulhe a figura na água imaginando que toda a força, todas as capacidades e toda a vida estarão passando para o seu corpo, sua alma e seu espírito através da água. Esse processo é uma forma de destruição bastante eficaz do ser gerado, portanto, o seu elementar. O seu corpo, alma e espírito assumem a vida numa medida suportável. A força restante permanece na água, e você estará protegido de um revés mágico. Saia da banheira, enxugue-se, mas deixe o boneco na água até que esfrie completamente. A seda em que ele estava envolvido pode ser mergulhada na água também; tenha o cuidado de deixar a água toda escoar pelo ralo ou então jogue-a fora, mas não deixe ninguém tocá-la ou reutilizá-la. Se você tiver uma certa clarividência e perceber que a figura ainda possui uma aura brilhante, jogue-a novamente na água quente e imagine que o último restinho de vida se esvai com a água. Na água quente, o boneco se desfaz, e o condensador fluido — portanto, o líquido — mistura-se à água quente. Essa experiência também poderá ser feita mesmo que você não veja a aura da figura, por medida de segurança. Pelo menos você terá a certeza de que toda a vida do elementar se apagará. Queime ou enterre o que restou do boneco e da seda; através dessa operação, o elementar estará destruído para você.
Antes de concluir a descrição desse método, eu gostaria de dar mais algumas indicações muito importantes para a prática do mago que trabalha com elementares. Como uma pessoa que já nasce com os minutos e os segundos de seu nascimento e de sua morte predeterminados, você deverá fixar esses parâmetros também para o seu elementar no momento de sua criação, mesmo que ele deva durar alguns anos. Por isso é conveniente que você anote todos esses dados num papel para não esquecê-los. Depois que os elementares foram gerados e adensados de modo a podermos até conversar com eles como se fossem pessoas de verdade, então você deverá tentar convencê-los a não destruírem seu criador, ou até ameaçá-los no caso de isso acontecer. De forma alguma você deverá deixar de cumprir uma promessa ou uma ameaça. Mais cedo ou mais tarde, você poderia perder o seu poder sobre o elementar, que se transformaria num tormento. Mesmo depois que os seus elementares lhe prestaram tantos serviços com lealdade e você até se apegou a eles, não deixe de ter sangue frio para concretizar a sua destruição quando a hora da morte chegar. Você deve colocar em prática o processo de destruição sem sentir piedade, como se realizasse qualquer outra operação mágica.
A fixação do momento exato da morte de um elementar é muito importante também para o caso de acontecer uma desgraça e você morrer antes do término do prazo de vida instituído para ele; assim ele se destruirá por si só quando chegar a hora que você determinou. Mesmo assim, existe a possibilidade da realização do processo de destruição depois do seu falecimento, quando você estiver na esfera akáshica, se ainda tiver interesse nisso. Não descreverei aqui como isso pode ser feito, pois extrapolaria muito o objetivo desse livro. Como mago consciente, isso deverá tornar-se claro automaticamente quando você estiver no plano astral. Se num caso desses um elementar não tiver a data de sua morte predeterminada, ele continuará existindo por centenas de anos depois do falecimento do seu criador e estará sempre pronto a reviver. Enquanto isso, poderá transformar-se num fantasma barulhento, um poltergeist ou um vampiro, e o seu criador no Akasha — isto é, o mago — será responsável por todas as ações dele.
Você poderá perguntar: afinal, quantos elementares desse tipo ou similares podem ser criados por um mago? Isso fica totalmente a seu critério; isto é, você é quem decide quantos elementares vai precisar para conseguir o que quer para si e para os outros. Alguns magos possuem toda uma multidão de elementares que os servem e que executam fielmente todas as tarefas para as quais foram gerados. Assim, o mago poderá, por exemplo, ter elementares que o previnem de qualquer perigo, outros que o protegem, outros ainda que lhe transmitem recados, etc. Seria inútil descrever todas as possibilidades, pois elas são todas totalmente individuais e dependem do desejo que o mago pretende ver realizado. As figuras expressivas de antigos pilares e estátuas dos templos de povos antigos encontram sua explicação na magia dos elementares. Até a famosa lenda do Golem, trazido à vida pelo sábio Rabbi Loew em Praga — que supostamente foi o seu criador — relaciona-se com esse tipo de geração de elementares. Porém, nesse caso, a geração do Golem foi realizada ritualisticamente com a ajuda da Cabala. Qualquer pessoa versada na mística cabalística sabe dessas coisas; mas a síntese é a mesma apresentada no método que acabamos de descrever.