Pegue um objeto cuja forma você pretende atribuir ao elementar e coloque-o à sua frente. Você poderá escolher, por exemplo, uma esfera — uma grande esfera de madeira ou de vidro, compacta ou oca por dentro, tanto faz. Uma grande bola de borracha de qualquer tipo também servirá. Através da força de imaginação, extraia o elemento desejado do Universo e transfira-o para dentro da forma escolhida até que o objeto — a bola de borracha ou outro — fique totalmente preenchido. Proceda da mesma maneira com qualquer dos elementos com os quais você resolver trabalhar, com exceção do Akasha. Você deverá sempre escolher o elemento que corresponde ao seu desejo ou à sua ideia. Repita várias vezes essa projeção, sempre com a sensação de que, a cada vez, a substância elementar vai se represando e comprimindo mais.
Ao ter certeza de que o represamento do elemento é forte o suficiente para satisfazer a sua vontade, impregne esse elementar assim preparado com a concentração do desejo ou do objetivo que você pretende alcançar. Depois, dê um nome ao elementar — sem o qual ele nem poderia existir — e determine também o seu tempo de vida, durante o qual ele terá que cumprir a sua missão. Se você estiver trabalhando com o elemento fogo, então terá criado um elementar do fogo, que será uma esfera de fogo. Se ele for da água, a esfera parecerá uma esfera de vidro; se for do ar, a esfera terá reflexos azulados; e, se for da terra, terá as cores de um punhado de barro.
Observadas todas as regras, tire o elementar do objeto e envie-o à missão que lhe foi atribuída. Antes disso, recomende-lhe que volte imediatamente para a forma original depois de executado o serviço. Com isso, você terá a possibilidade de controlar o elementar, saber se ele cumpriu a tarefa a contento, aproximando-se da forma em questão com um pêndulo sidérico. Se o elementar efetivamente retornou à sua forma original — em nosso caso, a esfera ou bola de borracha — o pêndulo poderá confirmá-lo através das suas oscilações, pois um elementar possui radiações magnéticas e elétricas muito fortes. A experiência com o pêndulo é muito importante, porque ela lhe dará a possibilidade de conferir a efetiva execução do trabalho. Mais tarde, com o desenvolvimento da sua maturidade, você poderá acompanhar o trabalho do seu elementar através da clarividência. Se o pêndulo não oscilar, é sinal de que o elementar ainda não terminou o trabalho.
Ao enviar o elementar à sua missão, você deve lembrar que ele não conhece tempo nem espaço, que para ele não há obstáculos e que, num caso de necessidade, ele poderá dar a volta à Terra em poucos segundos. Você deve ter certeza de que ele realizará o seu desejo ou executará a sua ordem no tempo previamente determinado; não deve haver nem um pouco de dúvida em sua mente a respeito do sucesso da missão. Logo depois que o elementar for enviado, corte a sua ligação com ele como se estivesse usando uma faca, cessando de pensar nisso imediatamente após a sua partida. Você poderá se remeter a um estado de vazio total de pensamentos ou desviar a sua atenção para outras coisas. Em resumo: você deverá esquecer-se totalmente do elementar; quanto melhor você conseguir fazê-lo, tanto mais livre e penetrantemente o elementar enviado poderá agir.
Ao terminar o prazo determinado para a tarefa, certifique-se através do pêndulo sidérico se o elementar já voltou à sua forma original. No caso positivo, você poderá dissolvê-lo da forma descrita anteriormente que, como dissemos, é totalmente individual: pode ser a queima de seu nome ou a realização de um ritual, ou mesmo a soletração de seu nome de trás para a frente em voz bem baixa. A dissolução pode também ser feita através da imaginação normal, do mesmo modo recomendado para a projeção dos elementos. Se você quiser, poderá usar o elementar para a mesma tarefa de outra maneira. Se o seu elementar não voltar para a forma original após o término do prazo que lhe foi imposto — isto é, você constatar que sua ordem não foi satisfatoriamente cumprida — chame o elementar de volta e realize outro represamento através de um reforço na imaginação e na projeção do elemento que está sendo empregado, enviando depois o elementar novamente para o cumprimento de sua missão. Essa repetição só será inútil quando você atribuir ao seu elementar tarefas para as quais ele não possui força ou tensão suficientes.
Você não deve esquecer que o efeito de um elementar depende da sua maturidade espiritual — portanto, de sua capacidade de adensar um elemento — além da sua vontade, sua convicção e a emanação de sua fé, capazes de remover montanhas. Esse método de criação de elementares é o mais simples e mais fácil, e deve ser usado pelo mago só em tarefas simples, ideias e influências bem delimitadas que não exigem nenhuma inteligência excepcional — por exemplo, transmitir algum recado a uma pessoa, pedir proteção em ocasiões corriqueiras, etc. Como já observamos antes, através dos elementares podem ser alcançados objetivos mentais, astrais ou materiais. Da maneira aqui descrita, também poderão ser criados seres elementares sem uma forma material. Nesse caso, devemos projetar o elemento desejado numa forma-pensamento e proceder do mesmo modo que na forma material. Esse tipo de criação do elementar é mais difícil, mas tem a vantagem de se poder transpor a forma a um lugar em que um corpo material não caberia — por exemplo, um canto, uma parede ou outros lugares onde o encontro com outras pessoas é impossível.
Essa prática oferece muitas possibilidades ao mago, e cabe à sua intuição ajudá-lo a decidir como e onde usar os elementares criados; através de um elementar ele poderá, por exemplo, pedir proteção à sua casa, pedir um ambiente favorável, etc. Como todo o conhecimento pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal, infelizmente essa prática também pode ser empregada em trabalhos maléficos e benéficos. Um vendedor pode, por exemplo, criar um elementar que lhe arranje muitos clientes. Todas as casas mal-assombradas e coisas desse tipo, atribuídas aos magos mal-intencionados, têm sua explicação na geração consciente de elementares para fins malévolos. Um mago de intenções nobres jamais se submeterá a esse tipo de prática.