Comunicação Passiva

Como podemos ver, esta preparação mágica é diferente daquela dos espíritas, que se comportam passivamente ao pegar um lápis a começar a escrever e a pintar. Se as comunicações que os espíritas chamam de escrita ou pintura mediúnica são realmente provenientes da quarta dimensão, ou como dizem, do além, ou mesmo só do inconsciente do médium em questão, é uma afirmação que deixaremos o mago julgar por si mesmo. Uma mão exteriorizada através do nosso método é realmente transposta à quarta dimensão a pode ser vista como um ser daquela esfera, que se serve dela a transmite mensagens ao nosso mundo material denso.

a) com o próprio espírito protetor

Depois de assimilar os exercícios descritos o aluno será capaz de se comunicar com os seres da quarta dimensão. O mago tentará, sobretudo, estabelecer a comunicação com o seu espírito protetor, o guia espiritual que lhe for mais próximo. Todo o aluno de magia sabe que desde o seu nascimento lhe foi destinado, pela Providência Divina, um ser que possui a missão de protegê-lo, estimulá-lo a inspirá-lo. Dependendo da evolução a do karma, esse guardião poderá ser alguém já falecido ou um ser ainda não encarnado nesse planeta, enfim, só uma inteligência. Ela cuida do bem estar espiritual do seu protegido, geralmente até a puberdade. Quanto mais madura intelectualmente for a pessoa, tanto menos atenção lhe dará o guia espiritual, principalmente aquelas pessoas que nem se lembram deles. O contacto vai se dissolvendo.

O mago tem a possibilidade de se comunicar com o seu guia e através dele saber tudo o que quer a precisa saber. Ele deve ter a certeza de que caso tenha a intenção sincera de enobrecer seu caráter e trabalhar com afinco, interesse e persistência, então seu guia será o primeiro a tentar manifestar-se para ele. Portanto, o aluno deve empenhar-se sobretudo em estabelecer um contacto consciente com o seu espírito protetor. Eis a prática exigida para isso:

Pegue um pêndulo sidérico. Não precisa ser um pêndulo especial, basta ser um anel ou um objeto pequeno, ou num caso extremo um prego preso a um fio de seda. Enrole a extremidade do fio no dedo indicador, dando muitas voltas; o pêndulo oscilará livre no ar por cerca de 20 a 25 cm. Sente-se confortavelmente junto a uma mesa colocando suas mãos sobre ela, a apoiando nela o cotovelo da mão que segura o pêndulo. Este começa a oscilar livre sobre o tampo cerca de 2 a 3 centímetros. A cerca de 5 ou 7 centímetros na lateral, ou atrás do pêndulo coloque um copo de água, um vaso ou qualquer outro objeto que emita um som. Assim que estiver tudo preparado, exteriorize a sua mão mental separando-a daquela que segura o pêndulo a deixe-a pousar ao lado da mão carnal.

Então deixe-se levar por alguns momentos ao estado de transe, transpondo sua consciência ao meio do umbigo; assim você passará à quarta dimensão. Nessa condição você poderá chamar o seu guia a pedirlhe, em pensamento, que ele se expresse através de sua mão magicamente preparada. Fique tranqüilo a observe o pêndulo, pedindo ao guia que responda "não" com um toque do pêndulo sobre o copo, "talvez" com dois toques, a "sim" com três toques. Você ficará espantado ao ver o pêndulo começar a se mexer e a dar as respostas através dos toques solicitados.

Depois de conseguirmos estabelecer esse contacto com o pêndulo podemos, ao invés de tocar no copo, utilizar um tabuleiro redondo dividido em campos com as letras do alfabeto. O pêndulo indicará as letras, a através da soletração obteremos informações mais detalhadas. Outro método consiste em substituir o pêndulo por um pequeno copo de licor sobre um tabuleiro com o alfabeto (copo que desliza). O próprio aluno poderá depois criar esse a outros meios auxiliares.

Outro método consiste em pedir ao guia que erga o dedo indicador da mão magicamente preparada: uma vez para "não", duas para "talvez" e três para "sim". Para o mago esse método será bem vindo, pois assim a sua relação passiva com o mundo invisível também poderá ser ativada em ocasiões em que ele não puder usar um lápis ou um tabuleiro. Depois de dominar essa técnica, podemos passar à escrita mediúnica:

Coloque uma folha de papel em branco à sua frente a pegue um lápis. Introduza um anel de borracha não muito apertado nos dedos polegar, indicador a médio para que você não tenha que se concentrar no lápis. Em seguida transponha-se ao transe, evocar o seu guia e prepare a mão direita, pedindo-lhe que escreva. No início serão só traços tortos, mas depois aparecerão palavras e frases.

b) com os mortos e outros seres

Ao nos exercitarmos constantemente obteremos uma habilidade tal que a escrita mediúnica não nos trará mais nenhuma dificuldade. Desse modo podemos estabelecer contacto com parentes ou conhecidos falecidos. Existem vários tipos de escrita mediúnica, segundo a aptidão:

O mago jamais deverá vangloriar-se de seus sucessos. Quanto mais ele se calar sobre o seu relacionamento com o invisível, tanto melhor. Ao escolher as perguntas, lembre-se de que se tratam de seres regidos por leis diferentes; pergunte sobre sua pátria e aprenda sobre a quarta dimensão. O relacionamento passivo serve para convencer a pessoa da existência de outro mundo que visitaremos após a vida física.