Dos objetos inanimados, locais, regiões, casas e bosques passaremos aos entes vivos. Imaginemos diversos animais como cães, gatos, pássaros, cavalos, vacas, bezerros, galinhas, tão plasticamente quanto na concentração dos objetos. Inicialmente durante cinco minutos com os olhos fechados, e depois com os olhos abertos. Dominado esse exercício, devemos imaginar os animais em seus movimentos: um gatinho se lavando, caçando um camundongo, bebendo leite; um cão latindo, correndo; um pássaro voando, bicando a comida no chão, etc. Estas e outras combinações semelhantes devem ser escolhidas à vontade pelo aluno, primeiro com os olhos fechados a depois com eles abertos. Ao conseguirmos fazê-lo durante cinco minutos sem perturbações, então o exercício estará completo, e poderemos passar adiante.
Do mesmo modo devemos proceder quanto aos seres humanos. Primeiro os amigos, parentes, conhecidos, falecidos, e depois pessoas estranhas que nunca vimos antes. Depois imaginemos as feições de seus rostos, a cabeça toda, e por último o corpo inteiro coberto pela roupa. Sempre primeiro com os olhos fechados e depois com os olhos abertos. A duração mínima de cinco minutos deve ser alcançada antes de continuarmos, imaginando as pessoas em movimento, portanto, andando, trabalhando e falando. Fazendo isso com um dos sentidos, por exemplo, a visão, devemos combiná-lo com outro, que pode ser a audição, ou a imaginação auditiva; assim ao imaginarmos a voz da pessoa, devemos ouvi-la falando. Devemos nos esforçar em adaptar a imaginação à realidade, por exemplo imaginar a tonalidade, a velocidade e o ritmo da fala real da pessoa em questão. Primeiro com os olhos fechados, depois com eles abertos.
Poderemos então dar prosseguimento a esse exercício imaginando pessoas totalmente desconhecidas e inventando diversas feições e vozes para elas. Podem ser pessoas de ambos os sexos e diversas idades. Imaginemos pessoas de outras raças, mulheres e homens, jovens e velhos, crianças, como por exemplo, indianos, negros, chineses, japoneses. Como meios auxiliares podemos usar livros e revistas ilustradas, assim como fazer visitas aos museus. Depois de alcançarmos o objetivo de fixar a imagem durante cinco minutos com os olhos fechados e também com eles abertos, a instrução mágica do espírito, do terceiro grau, estará completa.
Em todos os exercícios devemos ter muita paciência, perseverança, constância e tenacidade, para dominar os mais difíceis. Aqueles alunos que conseguem dispender o esforço exigido, ficarão muito satisfeitos com as forças obtidas através dos exercícios de concentração e poderão aprofundá-las no grau seguinte. Os exercícios de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capacidade de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais e espirituais, despertam a capacidade mágica do espírito e são imprescindíveis como pré-exercício para a transmissão do pensamento, a telepatia, a viagem mental, a clarividência, a vidência à distância e outros. Sem essas capacidades o futuro mago não progredirá. Por isso, devemos empenhar todos os nossos esforços em trabalhar com cuidado e constância.