Àqueles magos que querem especializar-se mais ainda na utilização de elementos, ofereceremos aqui muitas possibilidades. Nessa especialização, é preciso que o mago, através de frequentes repetições, materialize — i.e., adense — o elemento com o qual trabalha de tal forma a transformar a energia do elemento em energia física direta. Com uma boa perícia nisso, ele poderá, por exemplo, através do elemento terra adensado em seu corpo, obter uma sensibilidade quase igual à das experiências dos faquires hindus. Ele poderá passar objetos pontudos pelos seus músculos sem sentir a mínima dor, sem perder uma única gota de sangue e sem deixar nenhuma cicatriz. Os faquires que se deitam em camas de pregos conseguem fazê-lo, a um certo grau, através da autossugestão; mas o mago consegue o mesmo efeito de modo bem mais rápido através do elemento terra. Grandes feridas provocadas por cortes, em si mesmo ou em outras pessoas, são curadas de imediato através do elemento terra, sem deixar cicatrizes, quando ele coloca a sua mão diretamente sobre elas. Uma ferida profunda de muitos centímetros, que necessitaria de uma sutura cirúrgica, poderá ser curada por ele em poucos minutos. Através do elemento terra adensado fora de si, ele terá a possibilidade de adensar qualquer pensamento, qualquer imaginação, qualquer ser (já falecido ou ainda não encarnado) de forma a torná-lo visível aos olhos de um não instruído, podendo até ser fotografado. Através da projeção instantânea em forma de raio do elemento terra, o mago poderá paralisar qualquer ser — mesmo o seu maior inimigo, homem ou animal. Há muito mais possibilidades de trabalhos com o elemento terra, mas essas diretrizes já deverão bastar por enquanto.
O elemento água projetado em si próprio e fortemente adensado capacita o mago a aguentar o maior dos calores sem que seu corpo seja atacado ou queimado de alguma maneira. Quando esse elemento é projetado às mãos, o mago poderá, sem medo, segurar pedaços de carvão ou de ferro incandescentes sem se queimar. Ele poderá até mesmo pisar num monte de estrume em combustão com um sorriso nos lábios, sem sofrer o mínimo dano em seu corpo. Podemos exemplificar casos como esse através da citação bíblica em que um jovem colocado na fogueira permaneceu intacto. João, o apóstolo predileto de Cristo, foi jogado numa tina com óleo fervente e não sofreu nada. Agora o mago sabe que essas ocorrências não foram transmitidas só como lendas, mas que elas ocorreram de fato, e que esses supostos milagres podem ser realizados através do domínio dos elementos. O elemento água projetado e adensado para fora pode apagar qualquer tipo de fogo, de qualquer proporção.
Dessa maneira ou de outra semelhante, o mago poderá realizar muitas experiências quase milagrosas também com o elemento fogo. Através do represamento em si mesmo e da concentração desse elemento, ele estará em condições de aguentar o frio mais intenso. Os lamas tibetanos conseguem produzir um calor tão grande em si mesmos que até as toalhas molhadas enroladas em seus corpos, no mais rigoroso inverno, secam em pouco tempo. No Tibete, essa prática é chamada de Tumo. Através do elemento fogo projetado para fora, o mago conseguirá facilmente acender qualquer material combustível. A Bíblia descreve ocorrências semelhantes, em que montes de esterco molhados previamente são acesos pelo elemento fogo. É incontestável que, através da projeção do elemento fogo, uma planta ou uma árvore pode até morrer. Como prova de sua energia, Cristo deixou que as folhas de uma figueira murchassem, usando essa mesma lei. Nesse caso, porém, a projeção foi feita através de uma palavra mágica — Quabbalah (Cabala) — que indiretamente induziu o elemento fogo a executar a sua ordem. Existem ainda muitos outros efeitos mágicos que podem ser obtidos através dos elementos, e que o próprio mago poderá compor baseando-se nas leis universais referentes ao domínio dos elementos.