Como já sabemos, a memória é uma característica intelectual de qualquer pessoa cujos sentidos normais estão intactos. Mas, ao mesmo tempo, a memória é o receptor de pensamentos e de ideias do mundo mental e também do Akasha. Nós sabemos que todos os pensamentos e ideias são transpostos ao Akasha, e que a memória, através de sua característica receptiva, chama-os de volta à consciência. Depois que o mago se tornou o senhor no Akasha, ele consegue influenciar a memória de forma direta ou indireta.
De forma direta, ele conseguirá reforçar a memória através do elemento correspondente, ou do fluido eletromagnético, ou através da simples influência no subconsciente, usando a imaginação. Caso ele trabalhe sobre a memória, poderá também facilmente enfraquecer, desligar ou apagar dessa memória (ou da consciência) certas ideias, pensamentos ou lembranças através da imaginação.
A forma indireta de influência na memória é aquela em que o mago intervém diretamente nela através do princípio do Akasha. O mago, que pode ver os processos de imagens e pensamentos de cada pessoa no Akasha, poderá até deixá-los embaçados através da imaginação, ou até destruir, enfraquecer ou separar a ligação entre as imagens do Akasha e a pessoa em questão. Como, desse modo, o mago tem a possibilidade de roubar a memória de uma pessoa, devemos advertir a todos sobre o mau uso dessa capacidade; alguém que leva em conta a ética em seu desenvolvimento mágico jamais se deixará induzir a uma ação desse tipo.
O mago só deverá usar essa capacidade quando quiser enfraquecer ou apagar de vez as más experiências ou vivências que tenham deixado profundas marcas na memória de alguém. Nesse caso, ele poderá fazer um bem, apagando da memória alguma mágoa do coração, má recordação ou desilusão que a pessoa não esteja conseguindo superar. Isso o mago poderá também fazer consigo mesmo, caso tenha sofrido grandes decepções e outros choques em sua alma — talvez anteriores ao seu desenvolvimento mágico — e que insistem em voltar à sua memória. Se ele conseguir apagar essas imagens do Akasha, elas jamais retornarão. Se ele conseguir dominá-las através da sua vontade, da autossugestão ou outros métodos, então ele não precisará efetuar essa intervenção drástica no Akasha para fazer sumir as imagens.
O surgimento patológico da perda da memória pode ser explicado pela paralisia temporária da ligação com o mundo mental e também com o Akasha. Porém, esse estado já é uma desarmonia, uma enfermidade, uma perturbação do espírito que aparece por si só em função de diversas causas, como, por exemplo, algum trauma, susto, etc.