Hipnose em Massa

A hipnose em massa produzida pelos faquires e charlatães hindus não apresenta maiores problemas para o mago. Os faquires que se ocupam desse tipo de experiência às vezes nem sabem como esses fenômenos ocorrem, pois seu segredo é uma tradição transmitida de uma geração a outra. Quando um determinado ambiente, lugar, etc., é carregado com o princípio do Akasha, todos os que estiverem no local ficarão impregnados, e esse princípio do Akasha passará, então, a predominar em cada um deles. Como o Akasha é o princípio das coisas primordiais, tudo o que se coloca nele deverá concretizar-se.

A hipnose em massa dos faquires que forjam diversas cenas diante dos espectadores é facilmente explicável baseada nessa lei. Dessa maneira, até o mago conseguirá produzir uma hipnose em massa. Com uma palavra ou fórmula tradicional, o faquir chama o Akasha para o ambiente e transpõe a esse princípio as imagens que os espectadores querem ver. Através das constantes repetições dessa experiência, ela se torna tão automática que o faquir não precisa mais usar a imaginação, ou o Akasha, nem o processo que os espectadores querem ver.

Basta que ele pronuncie a fórmula do Akasha para enfeitiçar as pessoas e, em seguida, pronunciar em voz baixa os tantras e frases curtas do processo desejado pelos espectadores. Enquanto isso, os espectadores tomam consciência, também em sequência, da mesma coisa em imagens. O fato de essas fórmulas serem fórmulas mágicas de fato é incontestável, pois esse segredo é herdado tradicionalmente de família em família ao longo de centenas de anos.

O possuidor de uma fórmula mágica desse tipo nem sabe mais qual o tipo de energia a ser liberada com ela. Ele sabe somente que, ao pronunciar essa ou aquela fórmula, acontece isso ou aquilo, e não tenta saber por quê. Uma farsa tão ilusória produzida com o Akasha passa a ser muito admirada, principalmente por pessoas que não têm noção das leis mágicas superiores. Na Índia, uma farsa desse tipo nada é além de mero negócio.

Se tirássemos uma fotografia de uma cena desse tipo, veríamos, decepcionados, que não apareceria nada nas chapas; elas mostrariam somente o faquir com seus eventuais acompanhantes, sentados quietos e sorridentes. Essa experiência aparentemente secreta é facilmente explicável com base na lei mágica, e fica a critério de cada um ocupar-se disso ou até especializar-se no assunto. Para o desenvolvimento mágico subsequente e a evolução mágica, essas experiências não têm qualquer significado. Eu só as mencionei para que o mago pudesse fazer uma ideia delas e encontrar para elas uma explicação do ponto de vista mágico.